quarta-feira, 8 de julho de 2026

Falar o que? Quando pisa nessa terra, alegria toma conta ou outros escritos: uma experiência.

 

   Jornada de cartéis – FCL Salvador 13,14 de Junho 2025.

 

Daniele Baggio[1]

 

Título: Falar o que? Quando pisa nessa terra, alegria toma conta ou outros escritos: uma experiência.

 

Quando recebi da comissão de Cartéis; de Vera Edington, Manoella Jatobá, Thaine Araújo, o convite para estar aqui com vocês nesta Jornada de Cartéis, Vera disse: temos tomado a afirmação de que a cada vez que um cartel se constitui, renova, em ato, a proposição de Lacan para sua Escola. Fui logo ler o belíssimo programa do FFCL SSA de atividades para 2025 e que instantaneamente pensei, parafraseando Lacan: O que posso saber?  e falar, sobre isso? ou ainda, com Ivete Sangalo quando canta: “Falar o que? Quando pisa nessa terra, alegria toma conta”. O que posso eu, falar a um fórum com tantos anos de trabalho, consolidado, com colegas tão experientes. Com tantas atividades...?

Converso com algumas colegas do Campo Lacaniano. Penso, leio e releio pela milésima vez a proposição de Lacan.  

E alguém me diz: fale da experiência. Então, me acalmo e me ponho e escrever, um outro escrito, de um outro jeito, para este espaço letra C. Volto a um trecho do meu prelúdio, lido, ontem com vocês e que não é novidade que este tema me causa.  Às voltas com o seminário 5 de Lacan, 1957-8, as formações do inconsciente e estudando sobre este tema da formação do analista, a enigmática citação de 1973, “Eu nunca falei de formação analítica, falei de formações do inconsciente. Não há formação do analista. (Lacan, Jacques. Sobre a experiência do passe. 3/11/ 1973).

O que quer dizer isto? Que da análise tira-se uma experiência, já o sabemos. Que toda análise é didática?[i] ou seria melhor falar em psicanálise pura?[2]

Bem, no ato de fundação, Lacan diz: “Os que vierem para esta Escola se comprometerão a cumprir uma tarefa sujeita a um controle interno e externo. É-lhes assegurado, em troca, que nada será poupado para que tudo o que eles fizerem de válido tenha a repercussão que merecer, e que no lugar que convier. Para a execução do trabalho, adotaremos o princípio de uma elaboração apoiada num pequeno grupo.. o cartel (Lacan, Jacques 1964-2003- p. 235).

Uma ressalva, é que neste momento estamos estudando em um cartel sobre os Outros Escritos. Essa empreitada atual se deu pela possibilidade que estes textos oferecem de se ter um panorama do ensino de Lacan.

Estes dispositivos, o cartel e o passe é a aposta de Lacan e continua sendo a nossa.

Assim, gostaria, então trazer uma experiência de trabalho no fórum AL enquanto estive em função de comissão de cartéis. Antes, mesmo de sermos oficializados enquanto fórum AL. E tomando como ponto de partida “a entrada na formação psicanalítica por essa via: o cartel que faz trabalhar aquilo que causa um a um em sua escolha pela Psicanálise. Fazer parte de um Cartel depende de um desejo decidido por essa escolha”.[3]

 Quanto nos formalizamos oficialmente em 2024 já tínhamos um trabalho que vinha sendo consolidando há 12 anos, com estudos, atividades, seminários, cafés escola, etc. Foi então, que nos deparamos com a seguinte questão, como fazer cartel num fórum em formação? Se não podíamos ter coordenador de cartel e nem um registro de Cartel? Nos viramos! Fomos procurando pares com nossos fóruns parceiros e nossos colegas de Escola que generosamente nos orientavam e nos auxiliaram na formação de carteis Interfóruns e registrados no fórum do mais-um. Tantos detalhes e questões que só fomos sabendo:  fazendo. Em nossa oficialização em Paris, em 2024, contávamos com 09 cartéis em andamento. Interfóruns. Mais, do que em muitos fóruns oficializados. Não, não é sobre quantidade. Mas, quero destacar aqui, os princípios da carta da IF que regem nossa escola: “Os Fóruns funcionam, portanto, de acordo com o princípio da iniciativa que só o princípio de solidariedade eventualmente limita. O princípio de iniciativa compreende-se facilmente: ele zela para que o funcionamento burocrático não sufoque as ideias novas e nem se constitua como obstáculo aos empreendimentos inesperados desde que compatíveis com as finalidades dos Fóruns. O princípio de solidariedade lembra, sobretudo, que em um conjunto ligado por um projeto comum, os atos de um - quer se trate de um membro ou de todo um Fórum - comprometem o conjunto dos outros por suas consequências. Ele convida, então, ao entendimento em todos os níveis e à responsabilidade de cada um”. (Carta da IF, 2022, p. 04). Sem nossos colegas e os fóruns parceiros, não teríamos conseguido. Nesta ocasião, trabalhávamos em um Cartel: fóruns em formação.

Este ano, teremos nossa primeira Jornada de Cartéis: Cartel faz litoral, em Agosto, deste ano. E que já aproveito para convidar a todos vocês. Foi e é muito trabalho, fazer fórum e escola. Mas, como não se haver com o ato? Se Lacan mesmo, nos diz que há consequências tanto nas análises quanto para a comunidade analítica.

Retomo a enunciação: cada vez que um cartel se constitui, renova, em ato, a proposição de Lacan para sua Escola. Vale também, para quanto se constitui um novo fórum...?

Cada experiência é única. Hoje enfrentamos tantos outros desafios e questões. Cito, Lacan: “Aquele que me interroga também sabe me ler.”  J. L. e seguimos. Hoje estamos com 8 cartéis em andamento, já temos cartéis registrados no próprio fórum AL, conquistas. E logo, os produtos e ou as crises disto, serão expostos na jornada de cartéis. Cito Lacan: "Saiam de suas poltronas e produzam um escrito sobre o que formulam em suas análises e suas clínicas, e o tragam a céu aberto para que um interlocutor possa levar a empreitada adiante. Se ainda não há uma conclusão, exponham ao menos suas crises de trabalho com certeza isso terá um efeito sobre o seu ato.”  (Lacan, 1980).

 Esta comissão de cartéis, também me pediu para falar um pouco sobre o princípio. Como começou este trabalho de fórum em Alagoas. Contagiada pelo texto de oficialização na assembleia internacional em Paris, Vera disse: algo alí me foi transmitido. Bem, a gente nunca sabe se a uma transmissão acontece, a priori, só a posteriori, quando alguém diz de seus efeitos, isso serve para clínica e também para estes espaços. O fórum Alagoas já tem alguns anos de trabalho, uns 13 pelo menos, quando cheguei em Maceió, já era membro de EPFCL, fazia parte do FCL MS há um tempo. Incomodadíssima com o que escutava na faculdade onde lecionava na época, de uma psicanálise sistematizada, nada lacaniana. Fico inconformada e começo chamando alguns colegas para estudar, fizemos estudos, pós graduações, etc. Sempre convidando nossos colegas de EPFCL para estar conosco e “levar a empreitada adiante”, Mas, isso ainda não era fazer fórum e escola, era um iniciativa.

Para que conseguíssemos chegar a oficialização, muito trabalho aconteceu. E o que contei p vcs no começo deste texto quando falei dos trabalhos de cartéis. É sempre por esta porta de entrada que se faz escola. Então, para os que estão chegando: Faça cartel, para os que estão a muito tempo neste percurso: faça cartel. Como nos diz, Lacan na proposição: um sujeito não supõe nada, ele é suposto. Suposto, ensinamos nós, pelo significante que o representa para outro significante. Escrevamos como convém o suposto desse sujeito colocando o saber em seu lugar de adjacência da suposição. (Lacan, P. 253). Assim, também, vcs bem colocaram no card desta jornada: “Escola é um lugar que cada analista faz, ao expor “as razões de sua clínica” (...). A Escola não institui o analista, ao contrário é ele quem, pela exposição de seu trabalho, constitui a Escola suscetível de garantir a psicanálise. (Fingermann, 2004, p.9).

Hoje, somos 12 membros, uma carta em tramite e temos como premissa a participação assídua nas atividades e que: Esteja em Cartel. E temos atividade acontecendo no Sertão, Agreste e Litoaral Alagoano.  E sabemos que este é só o começo. Outros virão. Outros pares, outros escritos, outras experiências.  Estamos este ano,  num momento muito especial e de muito trabalho e também festivo por que quisemos ousadamente, sediar o XXV Nacional da EPFCL-Brasil: “Formação do analista: urgência de nossa época”. E que contamos com a presença de todos vocês, conexão FFCL Salvador, Maceió,  nosso fórum, vizinho, para estudarmos e brindarmos esse fazer fórum –escola que apesar da trabalheira, é motivo de muita alegria.

Para concluir a expressão de Lacan:  ‘pensar com os pés’, usada algumas vezes ao longo de seu ensino e por Ana Laura Prates, em um de seus artigos[4]:  Ele dizia que esse era o modo de pensar mais coerente com a Psicanálise, já que nossa práxis não é exatamente, ou pelo menos não somente, uma experiência cognitiva. Há alguma especulação sobre uma alusão à expressão de língua inglesa “walk the talk” que poderíamos traduzir mais ou menos como “bancar o que se fala”. A alusão aos pés, de qualquer forma, não é inocente para nós Psicanalistas, já que ela remete diretamente ao nosso mito fundador, o Édipo (Oidipous). Em outras palavras, a sustentação do ato ultrapassa o pensamento cognitivo. Trata-se, portanto, da ética do bem dizer e do bem fazer em contraponto à moral das palavras ao vento. Os pés são os membros que nos sustentam, mas também são eles que nos põem em movimento. Eles são, a um só tempo, a sustentação e a leveza. São eles que nos indicam e nos alegram quando se pisa nesta terra.

 

            Referência:

Lacan, J. D’ Ecolage, 11 mars, 1980.

Lacan, J."Televisão", 1974- 2003, p. 508.

Lacan, J. Outros Escritos, 1901-81/2003.



[1]

Psicanalista, membro de Escola da EPFCL Brasil, do fórum Alagoas. Mestre em Psicanálise. danielebaggio@yahoo.com.br

2 Lacan, 1973 sobre a experiência do passe.

[3] https://www.campolacaniano.com.br/dispositivos/

[4] https://jornalggn.com.br/cronica/pensar-com-os-pes-por-ana-laura-prates/



[i] A psicanálise pura, também conhecida como psicanálise propriamente dita, refere-se à aplicação da teoria e método psicanalíticos para a formação do analista, com foco na análise pessoal, estudo teórico e supervisão. Em outras palavras, é a formação do psicanalista, enquanto a psicanálise aplicada se concentra no tratamento do paciente. Psicanálise Aplicada (Tratamento do Paciente): A psicanálise aplicada, por sua vez, foca no tratamento do paciente, buscando o efeito terapêutico. 

 

A formação do analista, uma formação do inconsciente: Um sonho.

 

Título: A formação do analista, uma formação do inconsciente: Um sonho.

Subtema:  A formação do psicanalista e a transmissão da psicanálise: na Escola, na universidade, na saúde, na educação e em outros campos.

 

Às voltas com o seminário 5 de Lacan, 1957-8, as formações do inconsciente e estudando sobre este tema da formação do analista, a enigmática citação de 1973, causa! “Eu nunca falei de formação analítica, falei de formações do inconsciente. Não há formação do analista”.[1]

O que quer dizer isto? Que da análise tira-se uma experiência. Já que toda análise é didática ou seria melhor falar em psicanálise pura?[2]

Desde modo, há uma articulação entre 1957 e 73 uma vez que as formações inconscientes dá mostras, de um analista.   “O que chamamos de formações do inconsciente, que Freud nos apresentou com esse nome, de formações do inconsciente é unicamente a apreensão de um certo primarismo na linguagem que, é tecido... textura de linguagem”.[3]  Portanto, se forma enquanto sonho, ato-falho, chiste? Trata-se, portanto de um ato!

Um ato vale dizer, com Freud 1976 e 1916[4], Fehlleistungen, atos falhos, funções falhas, lapsos — formações do inconsciente polissêmico que revelam a divisão subjetiva. Um ato marca um antes e um depois, dado que, diferentemente de uma ação motora, qualquer, precisa, necessariamente, introduzir uma descontinuidade, um corte. Um ato requer uma qualidade de presença que ultrapassa a vontade e a consciência.

Sem contar com a possibilidade chistosa que isso também revela. Um estilo. Enquanto, traço e marca singular, deste analista. Formação do inconsciente que se revela, deformação, uma vez que consiste em se confrontar a esse toque do real que não cessará de atormentar o sujeito que terá aceito de a ele se expor.

Podemos dizer, que é pela falha que se possibilita produzir um analista. Portanto, como nos diz Lacan, um “autorizar-se, não significa auto-rit(uali)zar-se...que é do não-todo que depende o analista.”[5]. Por aí, ele tentou fazer passar seu passe e que o resultado é algo inteiramente novo. O passe tem efeitos nos que se apresentam a ele.

É isto, que estamos associando a formação do analista. Que dê um lapso, um ato-falho, um sonho e até mesmo um chiste, um analista aí está. Portanto, o analista não é autorizado por ninguém, ele se autoriza por si mesmo. [...] Não existe o Outro da autorização. A partir de que, então, o analisante se autoriza analista? Ele se autoriza a partir de seu trabalho analítico, do deciframento de seu inconsciente, o que não é independente de seu trabalho de transferência – do que ele faz da relação transferencial estabelecida com seu analista[6].

O analisante, em seu processo de se tornar analista, forma seu inconsciente, que até então, se manifestava apenas sob os auspícios das “formações do inconsciente” (sonhos, lapsos, sintomas…). Ele o forma não apenas como lugar de um saber não sabido, mas igualmente como estrutura em torno de um ponto incognoscível ou como “o impossível de reconhecer.

Esta experiência sob transferência do inconsciente poderá, então, desembocar não apenas na melhora da posição do sujeito, mas igualmente na articulação de um saber preexistente, ainda que insabido, e de um desejo singular. Eis aqui a única e verdadeira base do que temos o hábito de nomear formação analítica.

Não há formação analítica para além do divã, poderíamos resumir. Há apenas uma formação do inconsciente que conduz a se tornar analista, formação eminentemente singular que Lacan indexa sob o nome de “desejo do analista”.[7]

O desejo do analista é o desejo de obter a diferença absoluta O desejo do analista é o ponto absoluto. Isto é, que o sujeito saiba o que ele é. O desejo do analista é fazer semblante de a para que o paciente possa encenar, não no palco, mas abaixo dele, na plateia, sua cena. Dizendo de outra forma, savoir faire com seu sinthoma.[8]. O desejo do analista é sua oferta. O analista faz semblante de objeto para o sujeito do inconsciente.

É preciso ter ido longe o bastante na própria análise para que este desejo advenha. Este desejo inédito leva em conta um saber sobre o real. E por haver esse desejo é que pode - se oferecer-se como semblante de objeto para um outro e sustentar as análises. Este é também um compromisso ético com  a causa analítica, pois este saber é construído. E por ter passado por esta experiência com a castração, terá um entusiasmo que o coloca sempre a trabalho que se tornou causa. [9]

O desejo de analista, também precisa dar essa notícia e demonstração de que algo da sua análise produziu uma maneira outra de se relacionar com a satisfação pulsional. O desejo de analista é a prova de um destino pulsional que não se sustenta sem estilo. Também nos lembra que o  passe como procedimento institucional não é exame obrigatório; mas o passe como momento clínico é provação necessária de todo e qualquer analista. O analista valida ele mesmo a sua passagem pela sua presença na comunidade analítica, a sua fala, os seus escritos, a sua “práxis” da teoria. A análise de um analista será dita didática se ele mesmo puder dar as provas dessa passagem à posição de analista[10]

            E ainda que uma psicanálise tenha algo de intransmissível, fiquemos com a citação lacaniana de que: “Cada psicanalista seja forçado a reinventar a psicanálise”[11] não sem outros, a escola e seus dispositivos e dizer se seu percurso, de sua passagem a psicanalista, seu ponto de finitude, de seu desejo de analista com a responsabilidade em fazer ressoar este toque do real que os fez psicanalista. Um sonho, um ato.

 


Referências:

BRUNETTO, A.  diabo e suas máscaras: a tríade infernal do desejo. São Paulo: Aller, 2023. P. 189.

FREUD, S. Os atos falhos. Obras Completas. São Paulo: Companhia das Letras. 1916.

FREUD, S. A psicopatologia da vida cotidiana. Obras Completas. Vol  VI. Rio de Janeiro: Imago. 1976.

FINGERMANN, Dominique. A análise dos analistas. Disponível em: Jornal74.pdf. Acesso em: 30/08/2025.

LACAN, Jacques. Seminário 5: As formações do Inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

LACAN, Jacques. Sobre a experiência do passe. A respeito da experiência do passe e de sua transmissão. Tradução: Ana Lúcia Teixeira Ribeiro. In: Documentos para uma Escola II. Lacan e o passe. Letra Freudiana- Escola Psicanálise e transmissão. Ano XIV, N. 0. P.57. 1973-1995.

LACAN, Nota Italiana, Outros Escritos, Zahar, p. 311-312. 2003.

____.  Conclusões Congresso sobre a transmissão In: Documentos para uma Escola II: Lacan e o Passe. Documento de circulação interna da Letra Freudiana – Escola Psicanálise e Transmissão. Rio de Janeiro:  ano XIV, nº 0. 1978-1995.

MACHADO, Zilda. Da angústia ao desejo do analista. Disponível em: hhttps://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-73952008000200004. Acesso em: 30/08/2025.

 QUINET, A. A estranheza da psicanálise: a escola de Lacan e seus analistas. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.

VIVES, Jean Michel. Não há formação analítica. Disponível em:  https://revistalacuna.com/2023/12/19/n-15-04/. Acesso em: 22/08/2025.

 

 

 



[1]  Lacan, 1973, p. 57 sobre a experiência do passe

[2] Lacan, 1973, p. 57 sobre a experiência do passe

[3] Lacan, 1957-8, p. 369

[4] Freud, 1976 em a psicopatologia da vida cotidiana e nas conferências introdutórias, 1916.

[5]   Lacan, 1973, Nota Italiana

[6]  Quinet, 2009, p. 114-115

8  Vives, 2019

[8] Brunetto,2023, p 189

[9] Machado, 2008.

[10]  Fingermann, 2008

[11]   Lacan, 1978/1995. P. 66

 Trabalho apresentado no XXV Encontro Nacional EPFCL Brasil - Maceió-AL. e 16 a 19/Out/2025. 

segunda-feira, 19 de maio de 2025

A FORMAÇÃO DO ANALISTA, A ESCOLA EM CAMPO[i] Membros, instâncias, funcionamento

 

 

A FORMAÇÃO DO ANALISTA, A ESCOLA EM CAMPO[i]

Membros, instâncias, funcionamento

 

THE TRAINING OF THE ANALYST, THE SCHOOL IN THE FIELD

Members, instances, functioning

 

LA FORMATION DE L'ANALYSTE, L'ÉCOLE SUR LE TERRAIN

Membres, instances, opération

 

LA FORMACIÓN DEL ANALISTA, LA ESCUELA EN EL CAMPO

Miembros, instancias, operación

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RESUMO

 

Este trabalho é elaborado a partir de um convite do fórum Aracajú para falar sobre a formação do analista: membros, instâncias e funcionamento na EPFCL-BRASIL. A partir desta incitação ao trabalho, revisões de textos institucionais, históricos e regulamentos internos. Assim como, textos de referência de Jacques Lacan sobre a Escola. A ideia foi percorrer a partir da frase de Lacan: “Não há formação analítica, só há formações do inconsciente”. (Lacan, 1973). De que maneira singular estas formações do inconsciente associam-se a formação do analista e o fazer – Escola.

Palavras-Chave: formação do analista; Escola; membro de fórum e escola; instâncias; funcionamento.

 

SUMMARY

 

This work is based on an invitation from the Aracajú forum to talk about analyst training: members, instances and functioning at EPFCL-BRASIL. From this incitement to work, revisions of institutional texts, history and internal regulations. As well as reference texts by Jacques Lacan on the School. The idea was to go through Lacan’s phrase: “There is no analytical training, there are only formations of the unconscious”. (Lacan, 1973). In what unique way are these formations of the unconscious associated with the formation of the analyst and doing – School.

Keywords: analyst training; School; member of forum and school; instances; operation

 

RÉSUMÉ

 

Ce travail est basé sur une invitation du forum Aracajú pour parler de la formation des analystes : membres, instances et fonctionnement à l'EPFCL-BRASIL. De cette incitation au travail, des révisions des textes institutionnels, de l'histoire et du règlement intérieur. Ainsi que des textes de référence de Jacques Lacan sur l'École. L'idée était de reprendre la phrase de Lacan : « Il n'y a pas de formation analytique, il n'y a que des formations de l'inconscient ». (Lacan, 1973). De quelle manière singulière ces formations de l'inconscient sont-elles associées à la formation de l'analyste et du faire – École.

Mots clés : formation d'analystes ; École; membre du forum et de l'école; instances; opération

 

RESUMEN

 

Este trabajo se basa en una invitación del foro Aracajú para hablar sobre la formación de analistas: miembros, instancias y funcionamiento en la EPFCL-BRASIL. De esta incitación al trabajo, revisiones de textos institucionales, historia y reglamentos internos. Así como textos de referencia de Jacques Lacan sobre la Escuela. La idea era repasar la frase de Lacan: “No hay formación analítica, sólo hay formaciones del inconsciente”. (Lacan, 1973). De qué manera única estas formaciones del inconsciente están asociadas a la formación del analista y del hacer – Escuela.

Palabras clave: formación de analistas; Escuela; miembro de foro y escuela; instancias; operación.

Daniele Baggio Psicanalista, ME – EPFCL, @fcl_al em formação.  R. Desembargador Alfredo Gaspar de Mendonça, 108.Edf Cancale Apto 501. – (82) 99672-7742;

danielebaggio@yahoo.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A FORMAÇÃO DO ANALISTA, A ESCOLA EM CAMPO[ii]

Membros, instâncias, funcionamento

Daniele Baggio[iii]

 

            “Sonhei que estava   em campo”, esta expressão: em campo que tem tantos significados.  Significou em minha análise um e-feito do meu inconsciente enquanto produção. Cito Lacan em (1973) “não há formação analítica, só há formações do inconsciente”.

            Debruçada a tempos neste tema que tenho um apreço.  “A formação do analista” e neste momento, estudando o seminário 5 de Lacan – As Formações do Inconsciente, em Seminários, Cartel. Meu trabalhador incansável frutifica em elaborações: sonhos, lapsos, ato falhos, chistes...(de) formação; formações...

            Isso remete Lacan.  Quando diz que a aposta é nos dispositivos; Cartel e Passe. (1964)

            Neste sonho que estava em um campo verde, aberto, a analista tinha além do meu, outros nomes. Condenso isso a outro sonho: Precisava escalar. Ela interpreta: Ex- calar?. Algo que me causa! O inconsciente é a política, Lacan (1967).

            Mas, que isso tem a ver com a formação do analista? Bem, neste campo, lacaniano, desejo que o próprio Lacan almejou que um dia fosse chamado o campo do gozo: onde se regula o gozo no laço social. Esta palavra está em vários momentos de seu ensino: campo da linguagem[iv], campo freudiano[v] e campo do gozo[vi].

            Desde a cisão com AMP (1998) em Barcelona, uma iniciativa com objetivo de debater a crise pela qual passava as escolas ligadas a AMP (Associação Mundial de Psicanálise). Esta “comunidade” chamou-se Campo Lacaniano. Cito Andrea Rodrigues no artigo publicado em stylete 1.

Em 2001, funda-se a EPFCL e passou a intitular-se IF-EPFCL. De modo que: se esta escola se reconhecia lacaniana, isso implicava, necessariamente, os dispositivos de escola: Cartel e Passe. E nestes lugares pudessem acolher o conjunto: Fórum-Escola.

            Os fóruns não são Escola já é sabido, como afirma a carta da IF, eles participam da manutenção dos objetivos da Escola e são orientados rumo a ela. Os fóruns hoje espalhados por muitas cidades do mundo, se reúnem sob a orientação e federação da Internacional dos Fóruns da EPFCL.

            Lacan ao propor a escola, o faz em outras bases. Assim como Freud, está preocupado com o “ensino da psicanálise” declara uma necessidade de um retorno a Freud. “É preciso demonstrar o que a psicanálise não é”. (1957). Buscar um meio de recolocar em vigor aquilo que não cessou de sustentá-la em seu próprio desvio” e atrelar ao tratamento dado ao Real pela clínica psicanalítica”.

            Esta é já era uma preocupação freudiana, quando ele e Jung embarcam rumo aos Estados Unidos e ele avista a estátua da liberdade diz: “eles não sabem que estamos trazendo a peste”. (1909-1910). Essa frase carrega um chiste relativo ao ensino da psicanálise.

Cito Lacan: “Um ensino não significa que com ele, vocês tenham aprendido alguma coisa;

que dele resulte um saber”. (1997-2003). “Cada psicanalisante é forçado a reinventar a psicanálise”.

            Estar em Campo, é também desafio.

            Na atualidade, continuamos a trabalhar pela Causa, e quando isto acontece num Campo. “Numa escola”, com outros pares, ainda que não haja plena garantia, há contágio, “empexteamento”, alegria, trocas, debates constantes que prezem pela ética e bom funcionamento dos dispositivos zelando para que o funcionamento burocrático não sufoque as novas idéias nem constitua obstáculos aos empreendimentos inesperados desde que compatíveis as finalidades do fórum.

            Lembrando que: um fórum deve permitir a cada membro:

- Engajar uma formação em cartéis, nossos órgãos de base e, além de sua eventual formação pessoal, seguir as atividades mais amplas da Zona “(Encontro Nacional anual, em Belém; Internacional a cada 2 anos,  em Paris,... ) :  Começar a se integrar na comunidade de trabalho de sua Zona, “(Espaço Escola, Seminários, Rede de Pesquisa...)” além de laços singulares constituídos no grupo. - Conhecer os princípios e as estruturas que organizam a IF e a Escola que a orienta.

            Uma questão que surge, no cotidiano: Como entram os novatos?

Lembremos Lacan (1980, ao D’Écolage): “ás voltas com a aposta na dissolução cuja consequência seria um novo modo de entrada a partir de um laço social inédito. Ele dá partida à Causa Freudiana e para tal restaura o cartel como o órgão de base da Escola, propondo aprimorar os princípios básicos de seu funcionamento a partir de algumas condições. Nunca é demais retomá-las. Ele dirá que quatro se escolhem para empreender um trabalho que deve ter um produto próprio a cada um, não sendo, portanto, coletivo; a conjunção destes que se juntam em torno de um tema comum se dá em torno do Mais-um, cuja função é velar pelos efeitos internos advindos dessa empreitada, provocando nela a elaboração; após um tempo de trabalho, que deve durar dois anos no máximo, deve-se fazer a permutação, evitando, assim, o efeito de cola. Por fim, lembra que o esperado desta experiência não é o progresso, mas uma exposição a céu aberto dos resultados e das crises de trabalho.”

O que nos leva a um fato contundente: o cartel é um dispositivo de trabalho impensável fora da Escola.

Além disso: apesar dos 20 e poucos anos, deste campo, lacaniano, as questões persistem. Mas, com alguma experiência sabemos o que tem funcionado melhor: entrar via cartel, trabalhando. Ter assiduidade nos seminários, atividades, escolher! Dentre tantas atividades ofertadas pelos fóruns locais, o que lhe causa. Estar concernido no tripé...

Vamos aos membros:

Em 2021, Beatriz Oliveira escreve uma atualização do famoso texto: Membro de fórum, membro de escola, dez anos depois.

Neste relata que: nossas instâncias responsáveis pela garantia (CIG) [vii]e pelo funcionamento da Internacional dos Fóruns (CRIF) [viii] através das assembleias de membros, vem atualizando a carta de princípios da IF a fim de que esteja conforme os debates. Uma alteração importante para EPFCL foi a abertura a todos os membros de escola a possibilidade de indicação  de AME (Analista Membro de Escola). Em 2016. Esta mudança foi consequência de uma longa discussão pelo (CIG) que levou em conta os problemas existentes no fato de que, antes só AME poderiam fazê-lo.

            Diante disso, desde o último CIG ficou aberto o debate a respeito do que espera-se de um membro de Escola e quais os critérios para a entrada na Escola. Partindo do princípio que não se trata de uma diferença burocrática, hierárquica. Tarefa para as Comissões de Acolhimento Locais.

            O fato é que: mesmo estas comissões locais têm eixos que determinaram os princípios da coerentes com a escolha por um funcionamento no fórum em que a transmissão e o ensino da psicanálise não estivessem dissociados da orientação de Escola, a qual se sustenta pela formação analítica através dos dispositivos propostos por Lacan: o Cartel e o Passe. Dessa maneira, a instância de ensino, pesquisa e transmissão pode ou não estar designada as atividades que o fórum sustenta: “Formações Clínicas”, por exemplo.

Ana Laura Prates Pacheco (2007) em entrevista Luis  Izocovich publicada em Stylus, p. 211 apud OLIVEIRA, 2021. relata que: “há pessoas interessadas pelo discurso analítico, querem pertencer a uma comunidade orientada pelo discurso analítico, mas não querem firmar-se mais em questões relativas à formação do analista. Elas têm um lugar nessa comunidade, inclusive por portarem objetivos diferentes: não visam, necessariamente, ser analistas, mas se sentem concernidas pelo discurso analítico. Estas pessoas tem um lugar nos fóruns.” “Bem, por outro lado, a Escola apresenta uma especificidade: a de receber aquelas pessoas concernidas não só pelo discurso analítico, mas também pela formação do analista, perguntando o que é ser analista. Isso delimita dois campos diferentes, dois campos conectados, não dissociados, pois ambos são orientados pela Escola. Ela dá uma orientação ao conjunto, permitindo tal liberdade de estar dentro de uma associação sem necessariamente estar com a exigência a respeito do que é ser analista”.

De acordo com o que coloca Izcovich, podemos entender que o desejo de fazer Escola é uma consequência possível do trabalho na comunidade dos fóruns e não necessária. Ou seja, a questão da formação analítica está colocada para o membro de Escola, mas não necessariamente para o de fórum.

            Conforme Beatriz Oliveira: “o que devemos esperar de um membro de fórum? Há pelo menos dois pontos que nos parecem fundamentais: 1) Que o sujeito possa dizer as razões de sua opção em participar desta comunidade. É comum que a pessoa já circule há um tempo na comunidade, frequente vários seminários, encontros de trabalho, mas em um determinado momento decida ser membro do fórum. Os motivos são singulares e dizem respeito à relação que o sujeito tem com a causa analítica. De fato, pode ser que nem todos venham já orientados em relação à proposta de Lacan sobre a formação de um analista e sua proposta de Escola. Mas não seria o caso de dizer que a orientação vem depois da opção? Como diz Soler (1999, p.230): “Aquilo que no início dos anos 90 chamei de “a opção” refere-se ao ato de instauração, do qual procede tudo que se elabora a partir de um discurso. A opção portanto tem precedência lógica sobre a orientação…” Com isso, podemos manter nossa aposta de que o fórum, por estar orientado pela Escola, ofereça condições de possibilidade para que cada um seja tocado pelas questões de Escola. O que cada um fará com isso não é possível determinar a priori. Assim mantemos a mesma lógica inicial da seleção inclusiva, qual seja, é necessário um tempo para que se decida pela implicação na Escola. Um tempo para compreender que não esteja dado pela cronologia. 2) Que o sujeito esteja de acordo e possa dizer a respeito dos três objetivos colocados na Carta da IF, explicitados anteriormente: a crítica do que se diz em nome da psicanálise no conjunto das diversas correntes do movimento psicanalítico e das práticas institucionais que se propõem sustentá-la; a articulação com os outros discursos, assegurando a repercussão e a incidência dos discurso analítico no seio dos outros discursos; a polarização em direção a uma Escola de Psicanálise de onde tomam seu sentido. Sobre isso espera-se que um membro se posicione.”

Dadas estas condições para se tornar um membro de fórum, o que podemos esperar de um membro de Escola? Atualmente, nos princípios diretivos da EPFCL (2018), encontramos alguns indicadores importantes. Além de explicitar de quais textos lacanianos toma sua referência, ali encontramos quais as funções da Escola (ítem IV): 1. sustentar “a experiência original” em que consiste uma psicanálise e permitir a formação dos analistas; 2. outorgar a garantia dessa formação pelo dispositivo do passe e pela habilitação dos analistas “que deram suas provas”; 3. sustentar “a ética da psicanálise que é a práxis de sua teoria” (Jacques Lacan). No entanto, em relação ao que se espera de um membro de escola, encontramos muito pouco: 1. Aqueles que querem se engajar na Escola dirigem sua demanda a uma comissão de acolhimento seguindo as condições do art. XIII dos presentes Princípios Diretivos. 2. As admissões dos membros da Escola são decididas pela comissão de acolhimento em função, sobretudo, da participação efetiva nas atividades da Escola e na “experiência da Escola” em um cartel. Em função das experiências das diferentes comissões de acolhimento locais ao longo dos anos, em 2018, o CIG publicou na ECHOS 12, um anexo ao Regimento do CIG no qual acrescentou mais alguns pontos que norteiam essa admissão: 3. .Anexo: a admissão de membros da Escola A) A articulação entre a admissão no Fórum e na Escola. A regra que consiste em entrar primeiro no Fórum e em seguida na Escola parece dever ser mantida. No entanto, ela deve ser aplicada com tato e em casos excepcionais pode-se pensar numa admissão simultânea, no Fórum e na Escola. B) A questão dos critérios foi retomada e levou às seguintes sugestões: Duas entrevistas ou uma entrevista com duas pessoas não parecem excessivas. Leva-se em conta a participação regular nas atividades do Fórum ou do Polo, notadamente nos cartéis, e eventualmente, no Colégio Clínico ou nas Formações clínicas de pertencimento do candidato. Mas a questão de uma participação mais ampla nas atividades nacionais, por exemplo as Jornadas, deve ser levada em conta. Na medida em que nossa Escola tem dispositivos internacionais, a dimensão internacional não pode ser ignorada. É necessário que pelo menos na primeira entrevista, essa dimensão seja apresentada ao candidato se ele a ignora, a fim de que ele saiba, antes de sua segunda entrevista, onde ele está se propondo entrar. Os trabalhos publicados depois das Jornadas, dos inter-cartéis, etc., são fatores objetivos de implicação do candidato a serem levados em conta. Consultar o analista ou o supervisor não pode ser uma obrigação. Cabe à Comissão julgar se, neste ou em outro caso, tal consulta poderia ser oportuna Além destes indicativos, atualizados em 2018, devemos levar em conta, nesta discussão sobre o que se espera de um membro de Escola, o fato de que aos membros de escola, a partir de 2018, coube também a função de indicar candidados a AME. Ou seja, o que se acrescentaria a estes indicadores a partir disso? Vimos que, diferente de um membro de fórum, o membro de Escola seria aquele que deseja participar das questões de Escola e se pergunte a respeito do que é um analista, o fim da análise e se oriente em relação à proposta de Jacques Lacan de sustentação dos dispositivos de Escola: o passe e o cartel. Não só isso, acompanhando nossos “Princípios Diretivos para o funcionamento da Escola”, também se espera que já tenha a experiência em carteis, participado de funções de ensino e transmissão em seus fóruns, dos encontros nacionais. Ou seja, me parece que procuramos indicativos que podem dizer sobre a orientação do membro que deseja entrar na Escola, embora saibamos que somente a posteriori se verificam as provas de sua opção e posição. Assim, levanto aqui alguns pontos sobre os quais me parece importante que um membro de Escola se posicione: 1) Sobre a Escola de Lacan; 2) Sobre os princípios diretivos da EPFCL; 3) Sobre os órgãos de base da Escola: Cartel e passel; 4) Sobre as funções da garantia: AE e AME; Logicamente, sabemos que o conhecimento sobre cada um desses pontos não diz necessariamente sobre a posição subjetiva daquele que queira ser membro de Escola, mas me parecem elementos que norteiam aqueles que se sentem concernidos à formação analítica e à transmissão da psicanálise na EPFCL. “a ética da psicanálise que é a práxis de sua teoria”. A formação dos analistas é contínua, o fazer-escola também.”

Quero concluir este, agradecendo este espaço; com música, “campo harmônico.  

 

...e basta contar compasso

e basta contar consigo,

que a chama não tem pávio.

De tudo se faz canção

E o coração na curva

De um rio, rio, rio, rio, rio, rio.

..quero ver então a gente, gente, gente...

Porque se chamvam homens

Também se chamavam sonhos

os sonhos não envelhecem (Milton Nascimento).

 

REFERÊNCIAS:

INTERNACIONAL DOS FÓRUNS DO CAMPO LACANIANO. Carta da IF-EPFCL, 2008 e seu anexo. Atualizada depois da Assembleia Geral de setembro de 2018 e o voto eletrônico de março de 2019 In: www.champlacanien.net IZCOVICH,L. Entrevista com Luis Izcovich. In: Stylus: revista de psicanálise, n.15, novembro de 2007. Rio de Janeiro: Associação dos Fóruns do Campo Lacaniano. Entrevista concedida a Ana Laura Prates Pacheco e Silvia Franco. FÓRUM DO CAMPO LACANIANO – SÃO PAULO. Boletim do FCL-SP, 2010.

FREUD, S. (1909) Notas sobre um caso de neurose obsessiva. Edição Standard. Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, vol. X. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

LACAN, Jacques. Ata de fundação da Escola Freudiana de Paris. 1964. Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed. 2003.

LACAN, Jacques. Seminário 5. 1957. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed. 1999.

Lacan, J. (2003). Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In J. Lacan. Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.   

LACAN, J. (1973). “Intervention à l’EFP, le 3 novembre 1973”. In: Lettres de l’École Freudienne de Paris, nº 15. Inédito.

LACAN, J. (1901-1981). Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

OLIVEIRA, Beatriz. MEMBRO DE FÓRUM. MEMBRO DE ESCOLA.1 10 ANOS DEPOIS. Disponível em: file:///C:/Users/Daniele/Downloads/MEMBRO%20DE%20FORUM%20-%2010%20anos%20depois.%20BEATRIZ%20OLIVEIRA.pdf

RODRIGUES, Andrea. IF-EPFCL, EPFCL-BRASIL, EPFCL, FCCL, FCL- Nossa sopa de letras.  Diponível em: https://65cb68af-d40c-48ad-803f-1e225d9f5808.filesusr.com/ugd/d3c58b_898f8f13abf7404086220c4326938e7e.pdf

ROUDINESCO, Elisabeth & PLON, Michel. 1998. Dicionário de psicanálise. Trad. Vera Ribeiro, Lucy Magalhães. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 195-201.



[i] Trabalho feito para o Espaço Escola no Fórum do Campo Lacaniano Aracajú em 20/05/23. Enviado p publicação: Folhetm, FCL RJ.

 

 

 

[iii] Psicanalista, ME – EPFCL, @fcl_al, danielebaggio@yahoo.com.br

 

[iv] Proposta de Lacan sobre a relação entre inconsciente e linguagem. Aquilo que por ser impossível designar tem como função causar a linguagem.

[v] Campo Freudiano: foi o lugar e o antecedente de onde surgiram e foram constituídas as sete Escolas do Campo Freudiano que com a Escola da Causa Freudiana, pertencem atualmente a AMP.

[vi] Campo do Gozo:  nome que evoca o conceito de Jacques Lacan do campo do gozo estruturado pelos discursos como laços sociais.

[vii] CIG (Colegiado Internacional de Garantia): Ele assegura o funcionamento do dispositivo internacional do passe e da Comissão de Habilitação Internacional, e confere os títulos da garantia.

 O CIG 2023-2024 está composto pelos seguintes 17 membros, que foram eleitos em seus dispositivos de Escola respectivos :

França e adjacências: Armando Cote, Dominique Touchon Fingermann (secretariado para a Europa), Martine Menès, Anne-Marie Combres, Mireille Scemama, Didier Castanet, Radu Turcanu

Espanha: Díaz González Mª Jesús, García Sanz Rebeca, Arévalo Pedro Pablo, Trías Sagnier Teresa

Brasil: Ana Laura Prates, Glàucia Nagem

América Latina Sul: Alejandro Rostagnotto, Carolina Zaffore (secretaria para a América)

América Latina Norte: Ricardo Rojas

 

[viii] CRIF (Colégio de Representantes da IF): Esse Colegiado é composto pelos Representantes eleitos respectivamente por cada zona da IF. Ele representa a unidade do conjunto. Sua função não é de direção mas de informação, de comunicação entre os diversos fóruns, de realização das publicações da IF e de sua gestão financeira. Ele convoca a cada dois anos a assembléia da IF e estabelece sua pauta, apresentando nela seu relatório.

CRIF 2023-2024

SOLER Colette (Zone Francophone);SANTOS GARRIDO Francisco José (España);GUARRESCHI Luciana (Brazil);ESPINA Gioconda (ALN);FERRI Daniella (ALS);MALQUORI Paola (Italia);SCUDERI Carmelo (English speaking zone);ERYÖRÜK Zehra (Zone plurilingue)